quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Fakebook
OK, a cena é essa:
25 de Novembro de 2011, em um ato de desespero total, eu encerro minha conta do Facebook.
"Por que???" se indagam milhares de pessoas ao redor do globo. Meu Deus, que tragédia!!!
Tá, não foi nem de perto tão dramático ou engraçado assim. Foi meio tosco isso sim. Eu juro que pensei duas vezes. Mentira, foram umas 20. Mas no final das contas, deixei meu lado controlador de castigo e resolvi dar ouvidos ao meu lado impulsivo (coisa que vinha praticando há um par de anos). Afinal de contas, não tinha nada a perder mesmo. Ou tinha?
Vamos ver...
- Uma lista com uns 206 "amigos" (que JURO, só uns 3 devem saber de fato o dia do meu aniversário, ou me deram parabéns no dia certo, apesar de eu não ter colocado no face)
- umas 90 fotos minhas (pra mostrar que eu sou "cool" e descolado, tenho um senso de humor peculiar e era uma graça quando criança)
- umas cento e poucas fotos de amigos em que estou marcado
- 2 ex-namoradas com quem eu mal falo hoje e apesar de gostar muito de ambas (como pessoas e amigas), ainda mantenho aquele relacionamento estranho, esquisito, meio bizarro e um tanto mais distante do que eu gostaria
Pô, pera, é isso mesmo? Toda essa dúvida em deletar o Face, por causa DISSO? É, acho que é isso mesmo. Veja que no fim das contas não foi muito difícil decidir se valia a pena manter essa budega no ar ou não.
Então resolvi tentar. Na verdade, eu já bem sabia que cedo ou tarde eu ia reativar minha conta (porque o Face é tão malandro que ele não apaga imediatamente sua conta, só "congela" ela. E decidi que se não fosse levar isso a sério (de nunca mais ter uma conta no Face), que pelo menos seria um tipo de "experiência".
E o que posso dizer sobre isso tudo?
Bom, meus dias sem Face não foram melhores do que os dias com. Na verdade, foram, mas porque eu resolvi sair mais de casa, ir pra rua, me divertir mais. Esse foi um dos melhores finais de ano que eu tive há tempos, se não o melhor. E o Face não fez diferença nenhuma.
Confesso que nos primeiros dias sem entrar eu fiquei meio inquieto, mas depois do terceiro dia, eu percebi que tenho uma vida de verdade, que não é virtual. E que a vida virtual é uma merda mesmo.
Se tem uma coisa que eu tenho que confessar que senti falta foi de espiar a vida alheia como um maldito voyeur tarado e psicótico. Ah, isso sim é prazer sublime, sádico e silencioso. (Vish...)
Hoje eu acabei, por impulso também, reativando minha conta. Sabe, eu ando instável esses dias. E tive uns sonhos estranhos (MUITO ESTRANHOS) essa noite, e resolvi ver como anda o mundo paralelo das internet. A real é que acabei entrando só pra dar uma de stalker mesmo.
E bom, pra ser bem sincero, foi um misto de prazer com decepção. Quer dizer, na verdade mesmo não aconteceu nada de extraordinário nesse meio tempo que eu fiquei sem logar. Uns cortes novos de cabelo, fotinhos de perfil séczy, e claro, albuns lotados com fotos do Natal, Ano Novo e praia. Exatamente o que eu esperava encontrar.
E aquelas postagens bobas de sempre. E attention whores. E um mar de felicidade pasteurizada e mentiras coloridas. E as bobagens pseudo-intelectuais de sempre. E achar que postar alguma coisa no mural do Face vai mudar o mundo. E as pessoas que sempre vêm com aquele "Que saudade" mas só te procuram no Face (esquecem que você ainda tem casa, telefone, celular, e-mail). E todo mundo que fala "Nossa, você sumiu!"... bom, em relação a isso eu nem comento nada.
De verdade, a única coisa que me pegou desprevinido mesmo, que foi um choque de verdade, foi essa "timeline". Bom, Facebook que é bom te deixa desconfortável e perdido de tempos em tempos. Senti a mesma coisa que eu senti quando tinha acabado de migrar pro Face. Não entendia nada, tudo parecia ilógico e desconexo. Mas aos poucos você vai achando o seu caminho.
E aí começa aquela enxurrada de posts desnecessários e pinturas ardilosas da sua incrível vida medíocre que parece um filme da sessão da tarde.
É, nada mudou. Vou continuar sem olhar na cara dos meus 200 "amigos". Porque tem uma meia dúzia que eu ainda consigo ver pessoalmente.
25 de Novembro de 2011, em um ato de desespero total, eu encerro minha conta do Facebook.
"Por que???" se indagam milhares de pessoas ao redor do globo. Meu Deus, que tragédia!!!
Tá, não foi nem de perto tão dramático ou engraçado assim. Foi meio tosco isso sim. Eu juro que pensei duas vezes. Mentira, foram umas 20. Mas no final das contas, deixei meu lado controlador de castigo e resolvi dar ouvidos ao meu lado impulsivo (coisa que vinha praticando há um par de anos). Afinal de contas, não tinha nada a perder mesmo. Ou tinha?
Vamos ver...
- Uma lista com uns 206 "amigos" (que JURO, só uns 3 devem saber de fato o dia do meu aniversário, ou me deram parabéns no dia certo, apesar de eu não ter colocado no face)
- umas 90 fotos minhas (pra mostrar que eu sou "cool" e descolado, tenho um senso de humor peculiar e era uma graça quando criança)
- umas cento e poucas fotos de amigos em que estou marcado
- 2 ex-namoradas com quem eu mal falo hoje e apesar de gostar muito de ambas (como pessoas e amigas), ainda mantenho aquele relacionamento estranho, esquisito, meio bizarro e um tanto mais distante do que eu gostaria
Pô, pera, é isso mesmo? Toda essa dúvida em deletar o Face, por causa DISSO? É, acho que é isso mesmo. Veja que no fim das contas não foi muito difícil decidir se valia a pena manter essa budega no ar ou não.
Então resolvi tentar. Na verdade, eu já bem sabia que cedo ou tarde eu ia reativar minha conta (porque o Face é tão malandro que ele não apaga imediatamente sua conta, só "congela" ela. E decidi que se não fosse levar isso a sério (de nunca mais ter uma conta no Face), que pelo menos seria um tipo de "experiência".
E o que posso dizer sobre isso tudo?
Bom, meus dias sem Face não foram melhores do que os dias com. Na verdade, foram, mas porque eu resolvi sair mais de casa, ir pra rua, me divertir mais. Esse foi um dos melhores finais de ano que eu tive há tempos, se não o melhor. E o Face não fez diferença nenhuma.
Confesso que nos primeiros dias sem entrar eu fiquei meio inquieto, mas depois do terceiro dia, eu percebi que tenho uma vida de verdade, que não é virtual. E que a vida virtual é uma merda mesmo.
Se tem uma coisa que eu tenho que confessar que senti falta foi de espiar a vida alheia como um maldito voyeur tarado e psicótico. Ah, isso sim é prazer sublime, sádico e silencioso. (Vish...)
Hoje eu acabei, por impulso também, reativando minha conta. Sabe, eu ando instável esses dias. E tive uns sonhos estranhos (MUITO ESTRANHOS) essa noite, e resolvi ver como anda o mundo paralelo das internet. A real é que acabei entrando só pra dar uma de stalker mesmo.
E bom, pra ser bem sincero, foi um misto de prazer com decepção. Quer dizer, na verdade mesmo não aconteceu nada de extraordinário nesse meio tempo que eu fiquei sem logar. Uns cortes novos de cabelo, fotinhos de perfil séczy, e claro, albuns lotados com fotos do Natal, Ano Novo e praia. Exatamente o que eu esperava encontrar.
E aquelas postagens bobas de sempre. E attention whores. E um mar de felicidade pasteurizada e mentiras coloridas. E as bobagens pseudo-intelectuais de sempre. E achar que postar alguma coisa no mural do Face vai mudar o mundo. E as pessoas que sempre vêm com aquele "Que saudade" mas só te procuram no Face (esquecem que você ainda tem casa, telefone, celular, e-mail). E todo mundo que fala "Nossa, você sumiu!"... bom, em relação a isso eu nem comento nada.
De verdade, a única coisa que me pegou desprevinido mesmo, que foi um choque de verdade, foi essa "timeline". Bom, Facebook que é bom te deixa desconfortável e perdido de tempos em tempos. Senti a mesma coisa que eu senti quando tinha acabado de migrar pro Face. Não entendia nada, tudo parecia ilógico e desconexo. Mas aos poucos você vai achando o seu caminho.
E aí começa aquela enxurrada de posts desnecessários e pinturas ardilosas da sua incrível vida medíocre que parece um filme da sessão da tarde.
É, nada mudou. Vou continuar sem olhar na cara dos meus 200 "amigos". Porque tem uma meia dúzia que eu ainda consigo ver pessoalmente.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Sobre bandas, $$ e egos
Do site Forme sua Banda, eu tiro algumas observações interessantes:
- Muitos músicos são da periferia; entrei em contato com músicos de bairros que eu nem sabia que existia...
- Muitos músicos pulando de banda em banda; são praticamente "mercenários" (e esse termo é bastante usado no meio), entram nas bandas quando precisam de dinheiro, e saem quando se enchem.
- Tudo que você ouve falar sobre vocalistas é verdade; não precisa vir com mente aberta e falar, "não, esse negócio de ego é coisa do passado, hoje as pessoas já têm mais noção...". Nada disso. O povo já entra nas bandas com a intenção claramente colocada de ser "a cara da banda", o líder, o centro das atenções. E acha normal.
- Muito vocalista que fica fazendo gemidinho, vibratinho e vozinha fina em tudo e acha bonito; ah, se eu pego o cara que começou com essa moda...
- Muito músico de igreja;
- Muito cara com vídeo porco no Youtube achando que tá arrasando;
- A esmagadora maioria no site é metaleiro ou rock clássico;
- Em seguida vêm os pagodeiros e os emocore-iros
- Alguns poucos de Indie Rock
- Alguns poucos de MPB
- Alguns caras que dizem que querem tocar blues mas querem mesmo é tocar rock clássico
- Alguns caras que dizem querer tocar jazz mas querem mesmo é tocar MPB
Enfim, vai ser difícil montar uma banda - banda no sentido original da palavra, não um vocalista comandando instrumentistas - para tocar Jazz, Blues e MPB - nessa ordem de prioridade...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
The fountainhead
All men are corrupt, anyone can be bought (...)
There is no honest way to deal with people
We have no choice except to submit or to rule them
I choose to rule. (Gail Wynand)
A building must have integrity, just like a man (...)
It must be true to its own idea, have its own form, serve its purpose
(Howard Roark)
Why don't you laugh at me now, you won.
I've no pride left to stop me.
I love you without dignity, without regret.
(Dominique Francon)
They hate you for the greatness of your achievement.
They hate you for your integrity.
They hate you because they know they can neither corrupt you nor rule you.
They will destroy you.
(Dominique Francon)
You must learn not to be afraid of the world, not to take any notice of it.
(...) They won't destroy me.
(Howard Roark)
To get things done, you must love the doing, not the people.
(...) My reward, my purpose, my life is the work itself.
My work done my way. Nothing else matters to me.
(...) You'll get everything that society can give you...
Take the money, the fame and the gratitude...
And I'll get something that nobody can give a man except himself.
(Howard Roark)
(phrases from the movie "The Fountainhead", based on homonimous novel by Ayn Rand)
(Esse filme é muito BOM!!!!)
domingo, 4 de setembro de 2011
Tá na hora de chutar o balde! #1
Sinceramente, eu não sei por que estou fazendo isso.
O que eu vou falar aqui não é nada de novo. E o papel de jovem indignado já é muito bem interpretado por outros por aí.
Mas... sinto que se eu não extravasar toda a raiva que consome meu coraçãozinho, eu vou me tornar uma pessoa mais amarga do que já sou e provavelmente terei problemas sérios de saúde logo em breve.
Então começo hoje a série "Tá na hora de chutar o balde!". Vou descer o pau. E pronto. E que se foda essa merda.
Chutando o balde #1: A porra da merda da "vida social" na internet
(a.k.a. Talvez seja bom pensar o que o Facebook está fazendo pela sua vida, quando:)
1 - Você liga o computador para acessar o Facebook. Ou, se você é mais moderninho e tem mais recursos, você carrega o Facebook no bolso. Se você é dos que carrega no bolso, não consegue manter no bolso né? Fica checando essa porra do meio do rolê. Não tem nada para fazer? Entra no Face...
2 - Você entra na internet para checar o FB. Ou é o primeiro site em que você entra... Já abre a página do Face esperando ver as notificações em vermelho no canto superior esquerdo da página... e espera ver muitas.
3 - Você sente uma necessidade tremenda de ver "o que está acontecendo" por aí. Mesmo que não esteja acontecendo nada. Há mais de três horas. E você passou essas três horas vagando pelo FB, esperando alguma coisa acontecer. Se nada acontece, você posta qualquer merda.
4 - Você se preocupa mais com o que vão dizer sobre você em algum post, comentário em foto, ou resposta de um quiz babaca do que a opinião de seus amigos de longa data e familiares.
5 - Você acha que alguém vai se interessar por você se você colocar uma foto de perfil mais atraente. Ou encher a sua página com referências de autores (principalmente se forem filósofos, poetas e outros pensadores... e comunistas também, claro). Ou de bandas bem legais e alternativas (ou de "compositores poetas"). Quanto mais estranho/alternativo/nuncaouvifalarnavida forem suas referências, melhor...
6 - Você come em 20 minutos para ter 40 minutos a mais no chat do face. E toma banho em metade do tempo, para poder ter mais tempo no Face. Isso se você ainda toma banho ou já não passou a comer na frente do computador...
7 - Você passa boa parte do seu dia pensando em ou caçando algo curioso/divertido/engraçado/bizarro/escroto para postar no Face. Para receber um monte de comentários e inflar seu ego, claro.
8 - Você não tem coragem de lidar com as coisas cara a cara e fica mandando várias "indiretas" no seu mural. [Essa aqui para mim é o Ó do borogodó!]
9 - Você sente a necessidade extrema de mostrar o quanto você está feliz ou "curtindo" algo. A ponto de se preocupar mais em parecer feliz e receber atenção do que aproveitar de fato o que você está fazendo - ou curtir plenamente o que é que era para ser curtido. A ponto de valorizar mais a bajulação dos outros do que a sua felicidade de verdade.
10 - No oposto do exemplo de cima, você também sente a necessidade urgente de dizer o quanto você está tristinho, revoltado ou chateado com algo/alguém. E claro, você quer atenção dos amiguinhos, né, seu zé coitado?
11 - Uma variante dos dois exemplos anteriores, mas também pode ser considerado um hábito à parte: você tem a necessidade de contar pro mundo cada coisinha que você faz ou que acontece na sua vida. Foda-se o que você acabou de comer, foda-se o que você quer comer, foda-se o que você vai comer! Você acha realmente que eu quero saber? E deixa eu te contar, em São Paulo sempre tem trânsito, SEU IMBECIL! Ah, tá fazendo um frio do caralho né? EU TO SENTIDO, porra. Você teve um porre do caralho ontem? Parabéns campeão! Tá doente? Fica longe de mim porra! Putz, você derramou seu cereal em cima do seu cachorro? Você é um jumento! Seu gato mijou no teu teclado? AZAR O TEU!
12 - Você tira fotos "pra postar no Face". Não porque elas representam um momento legal, ou porque você quer se lembrar dele. Não, você tirou a porra da foto para todos comentarem nela.
13 - Você fica acordado de madrugada quando tem que ir dormir, só pra ver se alguém comenta algo naquele seu post. Ou então abre o Facebook de 5 em 5 minutos no trabalho, pra ver se alguém comentou no caralho do teu post. Ou na aula... ou pára no meio da foda. Ou da final da Copa... pensando bem, no final da Copa não, porque todo mundo vai estar assistindo (a menos que seu post tenha sido por Mobile e seja sobre algo do jogo... mas nesse caso, meu amigo, você é um babaca!).
14 - Pra finalizar: você posta qualquer bosta, só para ter o que postar mesmo.
É isso. E não encham o meu saco com essas babaquices.
* Bonus!!!
15 - Você cria um post revoltado em um blog porque essa merda de Facebook tá começando a dominar a sua vida, embora esse caralho seja completamente inútil e irrelevante para a sua existência. Mas você não consegue se livrar dessa droga...
O que eu vou falar aqui não é nada de novo. E o papel de jovem indignado já é muito bem interpretado por outros por aí.
Mas... sinto que se eu não extravasar toda a raiva que consome meu coraçãozinho, eu vou me tornar uma pessoa mais amarga do que já sou e provavelmente terei problemas sérios de saúde logo em breve.
Então começo hoje a série "Tá na hora de chutar o balde!". Vou descer o pau. E pronto. E que se foda essa merda.
Chutando o balde #1: A porra da merda da "vida social" na internet
(a.k.a. Talvez seja bom pensar o que o Facebook está fazendo pela sua vida, quando:)
1 - Você liga o computador para acessar o Facebook. Ou, se você é mais moderninho e tem mais recursos, você carrega o Facebook no bolso. Se você é dos que carrega no bolso, não consegue manter no bolso né? Fica checando essa porra do meio do rolê. Não tem nada para fazer? Entra no Face...
2 - Você entra na internet para checar o FB. Ou é o primeiro site em que você entra... Já abre a página do Face esperando ver as notificações em vermelho no canto superior esquerdo da página... e espera ver muitas.
3 - Você sente uma necessidade tremenda de ver "o que está acontecendo" por aí. Mesmo que não esteja acontecendo nada. Há mais de três horas. E você passou essas três horas vagando pelo FB, esperando alguma coisa acontecer. Se nada acontece, você posta qualquer merda.
4 - Você se preocupa mais com o que vão dizer sobre você em algum post, comentário em foto, ou resposta de um quiz babaca do que a opinião de seus amigos de longa data e familiares.
5 - Você acha que alguém vai se interessar por você se você colocar uma foto de perfil mais atraente. Ou encher a sua página com referências de autores (principalmente se forem filósofos, poetas e outros pensadores... e comunistas também, claro). Ou de bandas bem legais e alternativas (ou de "compositores poetas"). Quanto mais estranho/alternativo/nuncaouvifalarnavida forem suas referências, melhor...
6 - Você come em 20 minutos para ter 40 minutos a mais no chat do face. E toma banho em metade do tempo, para poder ter mais tempo no Face. Isso se você ainda toma banho ou já não passou a comer na frente do computador...
7 - Você passa boa parte do seu dia pensando em ou caçando algo curioso/divertido/engraçado/bizarro/escroto para postar no Face. Para receber um monte de comentários e inflar seu ego, claro.
8 - Você não tem coragem de lidar com as coisas cara a cara e fica mandando várias "indiretas" no seu mural. [Essa aqui para mim é o Ó do borogodó!]
9 - Você sente a necessidade extrema de mostrar o quanto você está feliz ou "curtindo" algo. A ponto de se preocupar mais em parecer feliz e receber atenção do que aproveitar de fato o que você está fazendo - ou curtir plenamente o que é que era para ser curtido. A ponto de valorizar mais a bajulação dos outros do que a sua felicidade de verdade.
10 - No oposto do exemplo de cima, você também sente a necessidade urgente de dizer o quanto você está tristinho, revoltado ou chateado com algo/alguém. E claro, você quer atenção dos amiguinhos, né, seu zé coitado?
11 - Uma variante dos dois exemplos anteriores, mas também pode ser considerado um hábito à parte: você tem a necessidade de contar pro mundo cada coisinha que você faz ou que acontece na sua vida. Foda-se o que você acabou de comer, foda-se o que você quer comer, foda-se o que você vai comer! Você acha realmente que eu quero saber? E deixa eu te contar, em São Paulo sempre tem trânsito, SEU IMBECIL! Ah, tá fazendo um frio do caralho né? EU TO SENTIDO, porra. Você teve um porre do caralho ontem? Parabéns campeão! Tá doente? Fica longe de mim porra! Putz, você derramou seu cereal em cima do seu cachorro? Você é um jumento! Seu gato mijou no teu teclado? AZAR O TEU!
12 - Você tira fotos "pra postar no Face". Não porque elas representam um momento legal, ou porque você quer se lembrar dele. Não, você tirou a porra da foto para todos comentarem nela.
13 - Você fica acordado de madrugada quando tem que ir dormir, só pra ver se alguém comenta algo naquele seu post. Ou então abre o Facebook de 5 em 5 minutos no trabalho, pra ver se alguém comentou no caralho do teu post. Ou na aula... ou pára no meio da foda. Ou da final da Copa... pensando bem, no final da Copa não, porque todo mundo vai estar assistindo (a menos que seu post tenha sido por Mobile e seja sobre algo do jogo... mas nesse caso, meu amigo, você é um babaca!).
14 - Pra finalizar: você posta qualquer bosta, só para ter o que postar mesmo.
É isso. E não encham o meu saco com essas babaquices.
* Bonus!!!
15 - Você cria um post revoltado em um blog porque essa merda de Facebook tá começando a dominar a sua vida, embora esse caralho seja completamente inútil e irrelevante para a sua existência. Mas você não consegue se livrar dessa droga...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Pensamento do dia - Motivação
Quando se fala em motivação, é comum pensar no âmbito profissional. Mas a motivação se aplica a todos os aspectos da vida. Em Psicologia diz-se que a motivação é o impulso ou estímulo que direciona os esforços e movimento de um organismo a um objetivo (resumo e explicação porcos e simplórios de minha parte).
Então o que me motiva? O que me faz querer acordar de manhã, levantar e ir trabalhar? Ainda não tenho uma vida de responsabilidades plenas, não tenho que sustentar uma família inteira, não tenho pessoas dependendo de mim. Mas quando vejo as pessoas que carregam este tipo de fardo nas costas, muitas delas sem sequer reclamar, eu penso o quanto às vezes lidamos com injustificada ingratidão com nossos “problemas”, e como queremos sempre as coisas de maneira imediata, com o menor ou nenhum esforço.
Quando vejo uma pessoa que trabalha como empregada doméstica para ganhar pouco mais de um salário mínimo e com ele sustentar uma família inteira, e ainda ser capaz de amar e educar corretamente seus filhos no pouco tempo que lhe sobra, eu penso em como nos acostumamos a ser acomodados.
Quando vejo alguém de minha idade que dorme menos de 5 horas por dia, pois tem que trabalhar para poder pagar a faculdade, lembro como o ser humano possui um potencial incrível para superar qualquer adversidade se o desejo que carrega em seu peito for real.
No fim, o que me importa não é fortuna, prestígio ou sucesso profissional. Claro são importantes e fazem bem ao nosso ego, mas não são essenciais. Na verdade, se seguirmos a ordem lógica das coisas, isso tudo é resultdo, é consequência. Consequência de um trabalho bem feito, consequência de uma vida cheia de desejo, convicção e perseverança .
O que me motiva então? Viver sem deixar que meus medos me paralisem, sabendo que enfrentarei dificuldades, mas com a certeza de que se eu me empenhar e buscar meus sonhos, eu mesmo os farei reais. Me motiva ver a coragem dos outros, para que eu encontre a minha própria, me motiva ver o sucesso dos outros, para que eu deseje e desenhe o meu. Me motiva saber que embora deva fazer as coisas por minha própria conta e risco, não estou sozinho.
domingo, 28 de agosto de 2011
Pensamentos
Vida sonífera
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O mundo será completamente dominado pelas pessoas que falam muito e fazem pouco. É o fim da civilização ocidental.
Olhando por cima, os governos estão completamente sufocados pelas próprias leis e processos burocráticos. Olhando por baixo, os jovens estão cada vez mais desconectados dos motivos que levaram nossa sociedade a se organizar do jeito que se organizou. Idéias perigosas surgem na cabeça daqueles que só conhecem a abundância. Idéias como limpeza racial, defesa do vandalismo e até de guerra voltam a surgir conforme as guerras, as crises e os genocídios somem da memória das pessoas. Ninguém sabe o que é ter fome, ter sede, nem o que é perder pessoas amadas pela força da incompetência e da crueldade dos homens sem valores. A comida perdeu valor, a família perdeu valor. O valor se desloca das coisas que nos mantém vivos e sonhando na dificuldade, cada vez mais para se encontrar no ego e no prazer. O valor está em aparecer, no afago do ego. O valor está em ter o que os outros não têm, saber que causou inveja.
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Já ouviu falar em honra ao mérito? Em fazer por merecer? Pois é, vivemos na sociedade da honra ao fútil. Do não fazer mas merecer mesmo assim.
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Já ouviu falar em honra ao mérito? Em fazer por merecer? Pois é, vivemos na sociedade da honra ao fútil. Do não fazer mas merecer mesmo assim.
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Quando foi que o carro em que andamos tornou-se mais importante que a comida que comemos?
Quando foi que a atitude, a pose e a aparência dos músicos tornaram-se mais importantes que as notas das músicas que eles cantam?
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Não perca seu tempo reclamando da vida. Ela não vai ficar com dó de você.
(essa frase vai meio como um mea culpa dos textos anteriores. Eu sei que eu ando muito chato ultimamente...)
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